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A arteterapia como ferramenta auxiliar nos transtornos e comorbidades

Atualizado: 23 de fev. de 2021

A arte se uniu ao mundo da terapia e está avançando cada ciclo que passa para se transpor por uma ponte de expressões e poder beneficiar aquele que possui uma essência peculiar. Um processo onde temos como base várias maneiras de manifestar a arte iminente aos portadores de TDAH, espectro do autismo, dislexia, transtornos de Tourette, transtornos de aprendizagem e podemos provocar neles uma perspectiva de um “olhar pensante” e por meios de técnicas como: pinturas a óleo, aquarela, guache, têmpera, mural e movimentar em três dimensões como a escultura em argila, pedra, cobre, podendo também agregar a música e o teatro.


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Bem, neste mundo que se inicia, aparentemente tão pequeno, eles vão se fortalecendo com um olhar para si e ao mesmo tempo se encontrando como parte atuante do processo. Nesta harmonia entre a arte e a psicologia, se alinhava um leque de acontecimentos onde quem deveria ser espectador, passa a interagir com o outro e despertar com as emoções um acolhimento e um desenvolvimento no qual a intensão é terapêutica baseada no conhecimento das artes.


Um espaço livre de qualquer julgamento entre o belo e o feio, sendo mais um simplificador de recriar seu próprio eu, indo de encontro com sua alma. Compreensível que a vida da pessoa não vai mudar em um estalar de dedos, mas é um instrumento a ascender a identidade própria de cada um por meio da aplicabilidade do domínio, da criatividade e da execução. Lembrando que tudo isso com um trabalho transdisciplinar, multidisciplinar e interdisciplinar.


Incluir de maneira simples, harmoniosa e própria, a pessoa compreende o manejo de seus movimentos, expandi sua cognição e vai percebendo seus impulsos. A atividade de aprender neste ambiente não é decorrente do quanto o portador-aprendiz é talentoso. A peculiar ideia sobre talento, inteligência ou equilíbrio, não há como olhar de forma qualitativa, porém temos como resinificar esse novo reviver ao lado da família, da escola e de si mesmo.


Diante dos diversos tipos de terapias dentro da psicologia, a arteterapia traz um papel essencial como ferramenta para os portadores de diversos transtornos, comorbidades ou síndromes. Sendo assim, aproveitem dos recursos e atividades aplicados por profissionais da área, como terapeutas, professores capacitados e atuantes – que levam ao portador, dentro de seu quadro clínico, a serenar e equiponderar os sintomas – conduzindo por uma trajetória segura no qual por meio da arte poderá transmitir seu processo criativo, suas emoções mais particulares, despontando sua compreensão e autoestima.


POR: Verona Costa Crespo

Especialista em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, mestranda em Intervenção Psicológica no Desenvolvimento da Educação.

 
 
 

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