Combustível vai ficar mais caro a partir de 1º de março. Prepare-se!
- Cláudia Gomes
- 28 de fev. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de mar. de 2023
Mistério da Fazenda confirmou ontem (27), o fim da desoneração sobre os combustíveis. A decisão ocorreu em meio a conversa entre o ministro Fernando Haddad e o presidente Lula.
Em razão de uma medida provisória, ela foi mantida até a próxima terça-feira (28). Com o fim da medida, a expectativa é de que o litro da gasolina aumente em cerca de R$ 0,69 e o do etanol em R$ 0,24.

Hoje, 28, o presidente, ministros do governo e o presidente da Petrobras se reunião para debater a reoneração dos combustíveis. Participarão do encontro o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa; o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.
Os percentuais desta volta dos impostos sobre os combustíveis ainda não foram divulgados. Haverá uma diferenciação de cobranças entre os combustíveis fósseis e os renováveis, especificamente o etanol, conforme informou a Fazenda.
A oneração será maior nos casos de gasolina, que poluem mais, em detrimento dos consumidores que optarem pelo etanol, considerado mais limpo. No caso do diesel, a desoneração dos tributos foi mantida até dezembro de 2023 pela MP editada pelo governo em janeiro.
Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o aumento esperado nos postos é de:
R$ 0,6869 por litro no caso da gasolina;
R$ 0,2418 por litro no caso do álcool.
A desoneração fiscal dos combustíveis, em tributos como o PIS/Cofins e a Cide, foi assinada a gestão do Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro devido ao aumento do preço do barril do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis nos postos de gasolina.
De acordo com a Fazenda, a arrecadação desses tributos está garantida conforme a previsão feita no anúncio do pacote de medidas econômicas, feito em janeiro. A projeção é que o Tesouro arrecade cerca de R$ 28 bilhões com esses impostos em 2023.
No caso do diesel e do gás de cozinha, os impostos federais estão zerados até 31 de dezembro.
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Opiniões controvérsias
Vale lembrar que em 2022, na gestão do Ex- Presidente Bolsonaro, já se discutia o quanto era prejudicial para a população, o aumento no valor dos combustíveis e como a disparada dos preços poderia afetar, também a vida de quem não tem carro.
Em abril de 2022, uma matéria publicado do G1 mostra claramente os danos promovidos pelo o aumento, principalmente para cadeia produtiva. Confira a matéria aqui.

Hoje, com um cenário diferente, analistas de economia observam o aumento sob o ponto de vista ambiental, fiscal e social, conforme Artigo publicado em 24 de fervereiro desse ano, de Míriam Leitão. Confira matéria aqui.
Hoje não se pensa mais nos impactos na cadeia produtiva e sim, na preocupação como o valor que o governo deixará de arrecadar.
Fonte: CNN, G1.
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