De olho no "Job do futuro"
- Cláudia Gomes
- 20 de nov. de 2019
- 3 min de leitura
Atualizado: 23 de fev. de 2021
De geração para geração: A relação entre gerir e colaborar

Se você tem, hoje, mais de 40 anos e teve a oportunidade de passar por várias empresas como funcionário, já deve ter percebido as mudanças que vêm acontecendo no relacionamento entre gestores e empregados.
A verdade é que o mercado se diversificou. As tendências sinalizadas outrora por especialistas estão mais latentes hoje do que nunca e, claro, a inovação tecnológica que nos presenteia com uma novidade todos os dias.
Recentemente, a Mappit, do Talenses Group, conduziu um estudo com 1.643 colaboradores de diferentes gerações e níveis hierárquicos sobre a dificuldade de convivência que há entre profissionais dentro das empresas. Segundo a pesquisa, ao menos 11% dos entrevistados tiveram algum tipo de problema quando o assunto é diversidade etária. E tem mais, dos 11%, 46% dos entrevistados têm maior dificuldade de convivência com a geração Z (pessoas nascidas de 1991 até os dias de hoje); 29% com a X (nascidos de 1965 até 1978), e 18% com os baby boomers (de 1946 até 1964).
A pesquisa mostrou, ainda, que 41% afirmaram ser indiferentes quanto à geração do gestor. Já 30% preferem alguém da geração X ou da Y, por conta do seu comprometimento com a organização; e 21% mostraram-se a favor de um gestor da geração Z, por ter um perfil conectado às novas tecnologias e ser mais aberto à diversidade de opiniões.
O fato é que, agora, a visão de mercado mudou e os colaboradores estão vivendo em um cenário de novas oportunidades. Muitos estão se transformando em líderes do seu próprio trabalho. Isso mesmo! A sua sensibilidade para compreender melhor o que ele faz aumentou seu potencial na mesma proporção que a sua experiência. São aqueles que estão continuamente de olho no futuro, acompanhando as novidades do mercado e mantendo sua mente atualizada. Esta é a transformação que eu chamo de job do futuro.
Quem já pegou o ritmo das gerações Y e Z, por exemplo, está praticamente adaptado aos novos conceitos de gestão desse momento e sabe que, cada vez mais, profissionais têm buscado flexibilidade de horários e uma gestão horizontal, em que colaboradores têm autonomia para tomar decisões e gerir suas tarefas do dia-a-dia por conta própria, sem a presença da antiga imagem do chefe carrasco e autoritário. Aliás, esse tipo de gestão retrógrada e embalada por estereótipos, molda funcionários limitados a fazerem apenas aquilo que lhes é ordenado, paralisando a criatividade do colaborador e tornando as relações simplesmente insustentáveis.
O que fazer, então, para manter o equilíbrio e as relações corporativas saudáveis?

Na minha opinião, adotar o sistema de saber fazer do limão aquela saborosa limonada e aproveitar as habilidades de todos os funcionários a favor da empresa. Todo mundo tem algo de bom para agregar. Assim, o resultado será uma sucessão de conquistas coletivas.
Rodrigo Vianna, CEO da Mappit e responsável pela pesquisa citada, não pensa diferente de mim, não! Ele entende que o mercado atingiu um momento de alta complexidade, mas acredita que a melhor maneira de se trabalhar, hoje, é adotando a diversidade etária. “O fato de você ter todas as gerações trabalhando juntas traz um conflito colaborativo e, não, nocivo. Eu enxergo as empresas abertas ao novo”, afirma o CEO
Outro ponto de vista que creio ter absoluta relevância na questão do job do futuro são as opiniões dos inúmeros autores de livros contemporâneos do segmento de gestão, sinalizando essa contínua metamorfose no jeito gerir e administrar. Oséias Gomes, presidente e fundador da Odonto Excellence Franchising, consultor empresarial e autor do livro Gestão Fácil, por exemplo, fala que a genialidade de um negócio está na união entre a inteligência e a sabedoria, entre o poder de criar e o poder de realizar.
Aprender apenas não basta, é preciso agir, ter coragem para enfrentar o desconhecido. Acreditar em você mesmo. Aprender a receber feedbacks e aplicá-los. Aliás, o feedback nunca foi tão valioso para as empresas e nas relações humanas como nessa geração tem sido. Ele é imprescindível para que as pessoas cresçam e amadureçam profissionalmente com mais rapidez.
De acordo com o Master Coach, Paulo Vieira, em seu livro O Poder da Ação, Aprender é igual a mudar e entender é apenas conhecer. A diferença entre os dois é o que diferencia os que fazem dos que apenas pensam em fazer.
Em suma, é preciso caminhar juntinho com as mudanças e ir se adaptando ao novo. Aprendendo essa lição básica, tanto o gestor quanto o colaborador estarão em harmonia para alcançar os objetivos da empresa com eficiência e produtividade.
Cuide de sua empresa, cuide de sua equipe!
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