ESPECIAL | Morro do Coco terá a Primeira Caminhada de Conscientização do autismo.
- Cláudia Gomes
- 31 de mar. de 2023
- 3 min de leitura
Atualizado: 1 de abr. de 2023
A iniciativa é de mães de autistas, professores e voluntários que se uniram com o objetivo de informar a população que autismos não se cura se entende. O movimento celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (todo dia 2 de abril).

Mais informação e menos preconceito. Este é o tema que vai embalar movimentos de conscientização sobre o autismo em todo o Brasil. O objetivo das ações é informar e combater o preconceito com pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), para maior aceitação e inclusão de autistas em todos os âmbitos, além de lutar contra o capacitismo (preconceito relacionado à pessoa com deficiência).
As caminhadas já viraram tradição no País. A última Caminhada que aconteceu foi em 2019, dando uma pausa por conta da Pandemia da Covid-19 e retornando esse ano, ações em diversos Estados do Brasil. A comunidade ligada ao autismo sai às ruas não só para celebrar a data, mostrando sua importância, mas também para alertar a sociedade e as autoridades para suas demandas, como a falta de políticas públicas que atendam a essa população.
Neste sábado, 1º de abril, Morro do Coco, 12º Distrito de Campos dos Goytacazes, vai receber a Primeira Caminha de Concientização do Autismo. O movimento está sendo organizado por mães de autistas, professores e voluntários moradores do distrito.

A concentração dos participantes será em frente a escadaria da Paróquia Nossa Senhora da Penha, na Rua Nilo Peçanha as 9h da manhã. A caminhada vai contar com a distribuição de folhetos contendo informações sobre o assunto.
Nossa equipe conversou com Larissa França, uma das organizadoras do evento, que falou sobre sua experiência com o autismo e destacou a concientização da comunidade sobre o tema, como sendo de extrema importância para a inclusão e combate ao preconceito a pessoas autistas.

Ela é mãe de Emanuel (3 anos), e descobriu que seu filho tinha autismo quando ele estava com 1 ano e 11 meses. Em seu relato, Larissa disse que sofreu muito com o impacto da notícia, e que ficou com tanto medo de não saber como lidar com a situção que chegou a ter um paralisia facial. A falta de informação nesse momento, foi o fator crucial que, segundo ela, desescadeou numa série de problemas em sua saúde.
"Eu me desesperei com o diagnóstico do meu filho. Os primeiros pensamentos forma assustadores. Pensei: como vou cuidar dele? Como vai ser na escola? Irão rir do meu filho? Foi um misto tão grande de dúvidas e sentimentos, que eu simplismente paralizei. Isso me fez tão mal que eu tive paralisia facial.", desabafa Larissa.
SUPERAÇÃO
"No processo, eu fui ao médico e comecei a intender mais profundamente, que o meu filho era perfeito do jeitinho que Deus me deu e que, EU é quem precisava ser tratada para compreender o mundinho de Emanuel. Foi então que comecei a pesquisar sobre o assunto e foi, simplismente, libertador. Superei meus desafios, consigo, hoje, desenvolver uma excelente relação de mãe e filho com Emanuel, que eu não tinha, e ainda consigo incentivar as pessoas que passam pelo que eu passei.", relata a mãe.
CONSCIENTIZAÇÃO
"Eu considero esses movimentos de consientização, extremamente importantes, para combatermos o preconceito e incentivarmos a inclusão de autistas em nossa sociedade. Não apenas o pai e a mãe de autista, precisam aprender a lidar com isso, mas a família, amigos e toda a comunidade.
PIMEIRA CAMINHADA DE CONCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO EM MORRO DO COCO
"A ideia de fazer a caminhada em Morro do Coco, surgiu em uma conversa entre mães, professores, familiares e voluntários que se identificam com a causa. A caminhada não tem motivação política e nem é uma ação motivada pelo comércio. Essa ideia de juntar as pessoas que se importam e intendem, para uma ação assim, é maravilhosa porque, juntos podemos combater o preconceito e a falta de informação.", concluiu Larissa.
SOBRE A DATA COMEMORATIVA
02 de Abril - O Dia Mundial da Conscientização do autismo foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), no ano de 2007, a data foi escolhida com o objetivo de levar informação à população para reduzir a discriminação e o preconceito contra os indivíduos que apresentam o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O autismo é uma condição de saúde caracterizada por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal; entretanto, terapias adequadas a cada caso podem auxiliar essas pessoas a melhorar sua relação com o mundo.
Indivíduos com TEA podem e devem conquistar seu lugar na sociedade porque eles também têm aptidões e talentos específicos em determinadas áreas do conhecimento. Muitos podem, por exemplo, concentrar-se fortemente em apenas uma coisa, por isso, alguns tornam-se pianistas ou cantores incríveis.
Como forma de divulgação da campanha “Respeito para todo Espectro”, realizada, neste ano, por entidades envolvidas nessa luta, usamos a hashtag da junção das palavras respeito e espectro.
Para mais informações sobre o autismo, acesse o site: Canal Autista.
O Jornal O Negócio apoia essa ideia.
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