Minimercado e Hortifruti do Zuzu
- Cláudia Gomes
- 5 de dez. de 2019
- 5 min de leitura
Atualizado: 11 de mai. de 2023
Uma História de superação, persistência e muita determinação.

Quem olha para o Minimercado do Zuzu e não conhece pessoalmente o seu proprietário, se quer tem a ideia de que ele começou o negócio com um par de chinelos que foi usado como moeda de troca para aquisição de quatro caixotes contendo mangas, que posteriormente foram vendidas no Mercado Municipal de Campos. Assim começa a história de Warlen Gomes Rangel, 39 anos, mais conhecido como ZUZU. Esta é a primeira entrevista exclusiva entre tantas outras que traremos em nosso Case de Sucesso Local a cada edição. Você vai se surpreender com a história emocionante de superação, persistência e muita vontade de fazer acontecer, Zuzu.
JON: Como foi o início do seu negócio e como você se descobriu um empreendedor?
ZUZU: Eu me inspirei no meu pai e meu avô quando eu ainda era uma criança. Aos 10 anos, eu já vendia bolinhos de aipim e picolé no Campo de Bola. Foi nesse momento que me descobrir como empreendedor. Mas, minha vida tomou um rumo diferente mesmo, foi quando a minha amada mãe, há 29 anos atrás, me deu um par de chinelos e eu os troquei por quatro caixas contendo mangas para vendê-las no Mercado Municipal de Campos. Depois, o meu tio Emanuel Batista Mendes, (o Nascimento, como era conhecido), me autorizou usar a calçada debaixo da árvore de nozes em frente à sua venda, local onde hoje está o cartório, para eu montar a minha primeira banquinha. Ali comecei a trabalhar com os meus caixotinhos. E tudo começou assim, com a graça de Deus, do Espírito Santo e muita ajuda da nossa comunidade.
JON: Ainda Sobre o seu início, como foi sair de um ponto na calçada e começa em sua primeira loja?
ZUZU: Quando eu sai da calçada e fui para um ponto que o senhor Júlio Santana me passou e ali foi só eu e Deus mesmo. O local era a sala de uma casa que tinha uma porta e uma janela para rua, ao lado da farmácia Santana. Ali foi o primeiro lugar coberto que eu pude dar continuidade ao meu negócio.
JON: Quais principais dificuldades enfrentadas no início do negócio?
ZUZU: A falta de credibilidade e confiança. Essas coisas, a gente conquista, não compra. Com o dinheiro, compramos bens materiais, já a credibilidade e a confiança, nós conquistamos no dia-a-dia. Hoje estou em um ponto maior, se comparado ao que eu tinha antes, mas continuo com o mesmo bom atendimento e carinho que eu tinha com meus clientes na época da calçada. Assim tem sido no Minimercado, Açougue e Hortifrúti do Zuzu que, em seu novo espaço, já está entre os seis e sete anos.
JON: Você já sofreu preconceito?
ZUZU: Sempre! Até hoje! Tem muitas pessoas ainda, que por conta da minha humildade e dos meus familiares, e até a minha origem, às vezes tentam nos rebaixar. Mas eu não ligo porque sou um simples e humilde tomador de conta das coisas que tenho, pois Deus é o dono de tudo.
JON: Qual a sua formação?
ZUZU: Eu só estudei até a quarta série do ensino fundamental. A minha formação está nos valores de família e de cristão. A minha administração é feita por Jesus.
JON: Já enfrentou alguma crise que lhe colocasse em uma situação de fechar as portas? Se sim, conte sobre isso e como superou.
ZUZU: Crise, eu venho passando desde quando abrir o meu negócio há 29 anos atrás. Já enfrentei diversas dificuldades em todo o tempo de trabalho, mas a gente nunca pode se entregar, desanimar. Sempre tive muita força de vontade, persistindo a todo momento e nunca desistir de almejar novos horizontes.
JON: Você pensa em ampliar seu negócio para outras regiões?
ZUZU: A Deus pertence o amanhã, eu não posso falar nem que sim e nem que não, mas no momento eu penso que não.
JON: Quantos funcionários você tem hoje?
ZUZU: Direta e indiretamente, tenho aproximadamente 15 pessoas que formam uma equipe que trabalha comigo.
JON: Você considera o seu negócio como um sucesso local?
ZUZU: Sim. Um sucesso do qual eu sobrevivo e que, graças a Deus eu consigo sustentar minha família e cumprir com os meus compromissos.
JON: Qual o diferencial de seu Minimercado?
ZUZU: Nosso diferencial é servir bem ao cliente. Recebo eles com um bom dia, boa tarde, boa noite. Porque todos nós gostamos de ser bem recebidos nos lugares que vamos, então nós temos essa missão com o nosso cliente. Não fazemos separação de classe social, cor, religião. Todos são bem-vindos. Se não tiver isso, o cliente não volta. Assim, o Minimercado tem diferentes tipos de clientes, desde aqueles que compram diariamente, semanalmente, mensalmente, se mestral e aqueles anuais, ou seja, os que compram apenas uma vez por ano, que é quando vem passar o carnaval, páscoa, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, natal, ano novo, aniversário ou outra data importante com familiares e amigos. Esses já são os nossos clientes fidelizados, onde já se estabeleceu um vínculo de fidelidade através do bom atendimento, do servir bem para servir sempre.
JON: Quais as suas expectativas de compras para as festas deste final de ano?
ZUZU: Eu acredito no melhor, mesmo com todas as dificuldades que cada um de nós vem enfrentando, mas com a ajuda do13º salário, faz aumentar em nós comerciantes, a expectativas de boas vendas para este fim de ano.
JON: Quanto a Black Friday, você vai aderir?
ZUZU: Olha, eu não vou aderir, porque vejo muita propaganda enganosa, muitas fraudes. Além do mais, o Minimercado do Zuzu, tem como estratégia de vendas e marketing, as diversas promoções ao decorrer do ano. Cada dia temos promoções variadas em nosso comércio, oferecendo produto de qualidade e com bom preço.
JON: Fale sobre Responsabilidade social.
ZUZU: Da minha parte, procuro sempre ajudar a minha comunidade. Existem casos que a gente procura ajudar e que ninguém precisa ficar sabendo. Quando contribuímos e fazemos o bem para os outros, isso faz bem para nossa alma. Esse já é um costume no nosso interior. Então, acho isso muito importante e toda empresa deveria fazer a mesma coisa. E não é só falar, é fazer mesmo.
JON: Deixe uma mensagens para seus clientes:
ZUZU: Eu agradeço a Deus e a cada um de vocês que sempre apoiaram a gente, que luta e trabalha todos os dias. Valorizamos todos vocês, seja aquele cliente que gasta R$ 1.000,00 ou apenas R$ 0,10 com a gente. Para nós, todos nossos clientes têm o mesmo valor pelo simples fato de existir uma amizade e fidelidade. E eu acredito que o melhor está por vir sobre todos nós. (Esse parágrafo está citado no fim do áudio).
JON: E para finalizarmos, deixe suas considerações sobre a iniciativa de termos um jornal de bairro, que fala a língua do empresário, comerciante e até dos novos empreendedores que estão surgindo em nossa região.
ZUZU: Eu gostei muito da ideia. É uma boa iniciativa, porque vai divulgar os serviços que a gente oferece e vai ajudar a melhorar a divulgação de toda a região norte de Campos. E isso vem como uma estratégia para o desenvolvimento regional e crescimento na economia principalmente para Morro do Coco. E eu acredito que com a graça de Deus, já deu certo.
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