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O que fazer com o auxílio de R$ 600?

Apesar do valor ser menor que o salário mínimo, é possível definir o que é prioritário com o dinheiro, afirma especialista.


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Foto: Marcos Santos/USP Imagens.

A Caixa Econômica Federal informou que mais de 45 milhões de brasileiros tiveram o seu pedido para receber o auxílio emergencial, aprovado. Destes, mais de 16 milhões já puderam sacar os R$ 600. O valor é bem mais inferior ao do salário mínimo e a dúvida agora é, o que fazer quando o auxílio cair na conta?


O jornal O Negócio conversou com Bia Santos, CEO da Barkus Educacional, especialista em educação financeira para ajudar o leitor, a direcionar, de maneira inteligente, o auxílio cedido pelo governo durante o isolamento social.


Apesar do auxílio seja baixo, ele é necessário para manter o básico, como alimentação e remédios. Para a especialista, a ajuda também pode ser usado para quem é empreendedor. Ao mesmo tempo, ela fala como deve ser a distribuição do auxílio na hora do pagamento das contas.

"Essa quantia é um apoio para os empreendedores que estão com dificuldades e precisam investir em um novo produto ou serviço para reinventar o seu negócio e trazer dinheiro para seu caixa. Já em relação às contas prioritárias, temos percebido que as maiores preocupações são os gastos com alimentação, medicação, aluguel e mensalidade da escola. É importante salientar que os serviços essenciais, como de água, luz e gás, ainda serão pagos depois do período de contingência. É necessário incluir essas contas no planejamento doméstico dos próximos meses. Cuidado para não se enrolar", aconselha Bia.

Outro ponto que a especialista alerta é para o planejamento de como devem ser os gastos antes do recebimento da ajuda. A partir daí ela sugere que também não se acumule outros pagamentos, como cartão de crédito e cheque especial. E um outro item que Bia comenta é sobre o corte de despesas desnecessárias. Por isso, ela sugere outras formas de lazer que sejam sem nenhum tipo de custo.

"Com o isolamento social, a tendência é economizarmos com atividades fora de casa, como bares, cinema e restaurantes. É importante termos momentos de lazer, mas não precisamos, necessariamente, pagar por todos eles. Invista em momentos gratuitos com a família, com brincadeiras no quintal, jogos de tabuleiro, filme na TV aberta, receitas de comidas diferentes, que evitem gastos com delivery. Caso os cortes de orçamento sejam necessários, comece pelos supérfluos", recomenda.

Valdir Silva, que é profissional liberal e trabalha como locutor de porta de loja, foi um dos milhões que fizeram o cadastro. Seu pedido foi aprovado e já está com seu planejamento econômico, em ação. Casado e com uma filha pequena, Valdir conta, em entrevista ao jornal O Negócio, o que está fazendo para driblar a crise e se ajusta com o novo cenário, já que atualmente sua esposa é a única quem mantém as contas de casa, ela que trabalha como profissional de saúde e recebe pouco mais de um salário mínimo.

"Assim que pedi o auxílio tive que refazer as contas de casa. Cortei a televisão por assinatura e o telefone fixo. Só não tirei a internet porque não tem como ficar em casa no isolamento sem esse serviço é impossível. Antes eu conseguia tirar em média R$ 1800 por mês com as locuções que fazia em lojas. Mas agora é a minha esposa que está segurando a barra e para três pessoas", lamenta Valdir, que fez o cadastro assim que foi permitido o acesso.


Selecionamos 3 importantes dicas de organização financeira para ajudar durante o isolamento.


1 - Controle suas finanças:

Neste momento, mais que nunca, é importante manter anotado tudo que se tem para pagar no mês com despesas fixas e principalmente com despenas que não são tão urgentes.

São os pequenos gastos de hoje, que não percebemos, que farão diferença mais a frente no orçamento total da família. Fique de olhe e anote tudo.


2 - Monte um fluxo projetado

Outro passo para manter o equilíbrio financeiro é montar um fluxo projetado, ou seja, fazer uma projeção das rendas e despesas da família para, pelo menos, os próximos 12 meses.

Sabemos que para profissionais autônomos é ainda mais difícil mensurar as receitas, por isso, nossa sugestão é que seja aplicado um percentual de redução maior nesta fase de crise e que daqui a três meses, retorne ao normal. E isso vale para todos os momentos, não somente os de crise, apesar de agora ser mais fundamental do que nunca.


3 - Reduza os custos

Veja todos os custos fixos e avalie quais deles podem ser postergados ou reduzidos. Muitas pessoas estão renegociando com os fornecedores para reduzir os custos fixos, como o aluguel, por exemplo. Considere que ninguém esta querendo perder clientela nesse momento de crise.


 
 
 

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