Páscoa: seus diferentes significados e simbolismos
- Cláudia Gomes
- 6 de abr. de 2020
- 3 min de leitura
A Páscoa está chegando e muita gente já está pensando nos ovos de chocolates, no bacalhau para pôr à mesa ou ansioso pelo domingo de Páscoa para participar da Santa Ceia em celebração a ressurreição de Cristo.
Desde os primórdios, a Páscoa é celebrada em todo o mundo por povos e crenças diferentes. Pode parecer estranho para alguns, mas sim, a Páscoa tem seus simbolismos e significados curiosos em diferentes culturas. Porém, todas concordam que a Páscoa celebra a ressurreição, o renascimento.
A Páscoa é comemorada em vários países, principalmente aqueles com fortes influências do cristianismo. Os espanhóis chamam a data de Pascoa, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques. Etimologicamente, o termo Páscoa se originou a partir do latim Pascha, que por sua vez, deriva do hebraico Pessach / Pesach, que significa “a passagem”.
Historicamente, o dia da Páscoa foi estabelecido por decreto do Primeiro Concílio de Niceia no ano de 325 d.C. Na ocasião, ficou decidido que as celebrações seriam aos domingos após a primeira lua cheia do equinócio da primavera (no Hemisfério Norte) e outono (no Hemisfério Sul).
Páscoa Judaica

A origem da páscoa se deu na história do povo judeu, e o Pessach ou Pesach é uma antiga festa realizada para celebrar a libertação do povo hebreu do cativeiro no Egito, aproximadamente em 1.280 a.C. As festividades começavam na tarde do dia 14 do mês lunar de Nisan e era servida uma refeição semelhante a que os hebreus faziam ao sair apressadamente do Egito (o Sêder de Pessach). A referência histórica encontra-se em Êxodo 11:4-6.
Páscoa Cristã para os Protestante

O real significado da Páscoa para os cristãos está relacionado a crucificação, morte e ressurreição de Cristo, que segundo às escrituras Bíblicas, aconteceu ao terceiro dias. A Páscoa é uma das principais comemorações da tradição cristã – senão a principal – porque evidencia a importância na crença da ressurreição de Cristo. A importância de que Cristo ressuscitou tem dentro do cristianismo é reforçada pelo apóstolo Paulo no livro de Coríntios 15:14: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”.
Páscoa Cristã para os Católicos
No catolicismo, as comemorações referentes à Páscoa começam na quaresma (40 dias antes do domingo de Páscoa), seguindo com celebrações como a “Quinta Feira Santa” com a Missa da Ceia do Senhor e a “Sexta Feira Santa”, onde é lembrada a crucificação de Jesus, até o “Domingo de Páscoa”, que celebra a sua ressurreição e o primeiro aparecimento aos seus discípulos, encerrando as comemorações de Páscoa. A abstinência de carne, presente no cardápio da maioria das pessoas, e jejum na Sexta - Feira Santa, são algumas das recomendações da igreja católica.
O significado dos ovos e os coelhinhos da Páscoa

A maioria dos símbolos, utilizados durante a páscoa, foram sincretizados pela igreja romana a partir de costumes e rituais pagãos ou de outras religiões. O coelho da Páscoa, por exemplo, se tornou um dos principais símbolos desta festividade em referência as comemorações feitas pelos povos antigos durante o começo da primavera. Acreditava-se que o coelho representava a fertilidade e o ressurgimento da vida.
O ovo também é um símbolo da Páscoa, pois representa o começo da vida. Vários povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes a passagem para uma vida feliz. A partir deste costume, surgiram os primeiros Ovos de Páscoa. A tradição dos ovos de chocolate começou na França a partir do século XIX. Nessa época eles eram duros e amargos, com o tempo as técnicas de fabricação dos chocolates melhoraram, ovos ocos, como os que temos hoje, começaram a surgir no mercado, como os que temos hoje, começaram a surgir no mercado.
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