Sua empresa está preparada para voltar e vencer?
- Sérgio Rocha
- 13 de jul. de 2020
- 3 min de leitura

Pensando no ciclo do consumo: Sem clientes não existem negócios e sem negócios, as empresas param de respirar e a economia entra em colapso. Concluímos então, que empresas precisam, obrigatoriamente, de clientes para sobrevivência dos seus negócios. O que quer dizer que o foco das empresas devem ser os seus clientes. Certo? Bom até aqui, não estou falando nada de novo, mas e quanto ao ‘novo’ momento econômico que está se configurando? Estamos em um tempo de transição para a NOVA NORMALIDADE, assim devemos pensar e repensar. Quem são os nossos novos clientes? Onde eles estão? Quais estão sendo seus novos hábitos de compra? Quais devem ser as estratégias das empresas para fisgarem estes novos clientes? Nesses três meses de confinamento social, o ser humano, de uma forma geral, mudou de forma radical.
Um exemplo de mudança clara de paradigmas, é a terceira idade que por ter mais tempo disponível, sempre fez suas compras olhando, pegando, apertando, cheirando e escolhendo cada item do seu consumo de alimentação caseira nas visitas presenciais e constantes a feiras, supermercados e hortifrutis. Agora, em tempos de pandemia, as compras, que precisam continuar sendo feitas, sofreram no modo de demostrar seus itens, e essa mesma terceira idade, consulta vitrines digitais e decidem o seu consumo através de cliques em seus celulares. Este é um caso, evidente, de que antes da pandemia, ninguém iria supor que acontecesse. A mudança de comportamento destes consumidores agora torna-se um fato corriqueiro, constante e usual. Outro ponto principal para a escolha do cliente é a preocupação constante com a higiene e atenção aos equipamentos e a indumentária utilizadas no ato da entrega.
O confinamento social doméstico apresentou diversas faces do mundo digita para milhões de pessoas do mundo inteiro. Constata-se em pesquisa que, 72% dos brasileiros tiveram sua primeira experiência com plataformas para se relacionarem ou se aculturarem, 48% recorreram a chamadas com vídeos para conversar pessoalmente ou profissionalmente com seus destinatários e 42% de estudantes da graduação ou pós graduação usaram plataformas de ensino à distância para auto estudo. As compras digitais naturalmente também cresceram: 40% do público comprador passou a usar mais o comércio eletrônico, mesmo tendo os usuários a serem obrigados a cortarem seus gastos. A aceleração do marketing digital será obrigatória para atender a esse novo consumidor. Os brasileiros têm experimentado o novo nas compras durante a pandemia: 30% estão frequentando novas lojas virtuais e novas formas de atendimento; de 40 a 50%, comprando novas marcas, uma vez que os empresários antigos não inovaram e acham “que time que estava ganhando não se mexe”.
Explorar e reforçar as conexões afetivas, humanização no atendimento, ter produtos disponíveis e em estoque nas prateleiras para pronta entrega, utilizar-se de canais das redes sociais com muita audiência que inspirem confiabilidade e as empresas mostrarem autoridade e experiência naquilo que estão se propondo a oferecerem, serão fundamentais para as marcas laçarem esses novos clientes. Quem conseguir fazer com que o cliente experimente o seu novo, sairá na frente e certamente conquistará consumidores leais e com retenção, por isto deve-se ter muita atenção ao que os concorrentes estão fazendo e as novidades que estão implantando e lançando. A COVID-19 deixou as ruas das cidades vazias.
Ok, estão começando a ser reocupadas gradativamente antes do adequado e conveniente, mas devendo, os protocolos de retomada serem seguidos. Mesmo assim, haverá sequelas muito fortes deixadas no comportamento do consumidor durante a pandemia. Para muitos, trabalhar em casa se tornará o expediente definitivo. Por um longo tempo haverá preocupação com a transmissão do vírus – e isso pode levar muita gente a morar em cidades menores, mais baratas e com mais qualidade de vida. Mas com a tecnologia, para prospecção e atingimento aos clientes que se mudaram dos grandes centros, as distâncias geográficas deixam de ser preocupação. Somente o modelo de distribuição é que terá que ser repensado. Para as marcas e as empresas, a tarefa é direcionar esforços de marketing, com muito estudo e com muita observação para este novo comportamento do novo consumidor com a nova normalidade.
A conclusão é que, o mais importante será a identificação e armazenamento dos dados destes novos clientes, onde o banco de dados será talvez o maior, o melhor ativo de qualquer empresa e qualquer que seja o seu modelo e ramo de negócios. Tudo isto em prol do LUCRO e com a esperança de tempos melhores. Rumo ao COVID ZERO, a nova normalidade. Suce$$o!
Até a próxima!
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