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Agropecuária no foco de empresário que se reinventa diariamente

Atualizado: 1 de abr. de 2021

O Case de Sucesso desta edição traz a história de um empresário persistente, determinado e com foco no futuro. Ele desafiou as impossibilidades, acreditou no seu potencial e aproveitou bem as oportunidades. Estamos falando de Uallace Jardim, 40 anos, solteiro, formado no Curso Técnico de Edificações, proprietário da Jardim Agropecuária, em Santa Maria de Campos, e um visionário por natureza.

Uallace Jardim, na direção de sua loja em Santa Maria, 18º Distrito de Campos dos Goytacazes.Foto: Maiara Barros

Uallace é um daqueles entusiastas que desbravam o mercado sem medo de perder espaço para a concorrência. Aliás, o foco da preocupação dele está mais relacionado a manter uma boa relação com seus clientes no dia a dia do que, propriamente, saber se a concorrência está ou não ganhando o campo dele. Certamente, você vai se encantar com essa história cheia de boas estratégias para manter um negócio de pé mesmo com todas as adversidades impostas pelo mercado. Boa leitura!


JON: Como você se descobriu empreendedor?

Bom, foi até engraçado, porque em 2005 eu me formei em Edificações, mas nunca exerci a profissão. Depois da formatura, fui trabalhar na propriedade do meu pai e na sequência pedi para embarcar. Nesta época, eu entrei como ajudante, passando logo depois para soldador. Fiquei seis anos embarcado, tempo suficiente para eu juntar dinheiro, pois o meu objetivo era abrir uma loja de produtos de agropecuária.


JON: Como começou o seu negócio?

Quando eu decidi abrir meu negócio, havia duas lojas em Santa Maria, mas uma delas estava fechando. Parecia loucura eu largar as regalias do serviço embarcado para tocar uma coisa que parecia incerta. Falei com minha família, eles não gostaram, mas eu desafiei o mercado assim mesmo. A empresa para a qual eu prestava serviço não demitiu ninguém, mas conversei com meu chefe e fiz um acordo com ele, de que, se em cinco meses eu não conseguisse estabelecer o meu negócio, eu voltaria para a mesma função. Foi então que utilizei todas as minhas economias, inclusive os rendimentos da rescisão, e abri, em 15 de março de 2010, a minha primeira loja de Agropecuária.


JON: Por que você optou por este segmento?

Esta é a área de atuação do meu pai. Eu cresci vendo ele mexer com bois, cavalos, isso tudo. Apesar de não ter comerciante na nossa família, eu tinha muita vontade de vender produtos veterinários e coisas da agropecuária. E como havia apenas uma loja aqui em Santa Maria, eu percebi que dava para mais uma.


JON: O que você vende em sua loja?

Além da farmácia veterinária, vendemos todos os tipos de artigos de uso no dia a dia na agropecuária e rações para animais.


JON: Quais as dificuldades enfrentadas no início do negócio?

Os dois primeiros anos foram bem apertados. Não tínhamos lucro e o meado do segundo ano foi o período mais complicado para mim. Eu precisei captar recursos de onde não tinha para arcar com as despesas e não ter que fechar a minha loja. Então consegui e superei essa fase, mas ainda havia outro problema: depois de cinco anos, minha loja já não cabia mais nada dentro dela. Eu sempre gostei de ter o produto que o meu cliente procurava, então eu comprava um pouco de tudo e acabei indo para uma loja maior.


JON: Em algum momento você pensou em fechar?

Não. Por que, no início, apesar das dificuldades, se eu vendesse um prego, eu comprava dois. Ou seja, eu reinvestia tudo que entrava para manter a loja aberta. Acredito que não basta abrir um negócio, o maior desafio é mantê-lo aberto por muito tempo. E eu fiz de tudo para não fechar.


JON: A crise econômica da ultima década afetou o seu negócio?

Não. Durante esses dez anos, eu não tenho do que reclamar, porque, com o tempo, a gente vai aprendendo a negociar de várias formas. Procuro agradar meus clientes com o melhor atendimento, não deixar faltar nada do que ele procura quando chega aqui.


JON: Qual é o seu diferencial?

Hoje não limito as minhas vendas só aqui na loja, eu tenho representantes de venda dos nossos produtos da farmácia veterinária atuando em lojas parceiras no Centro de Campos e em Conselheiro.


JON: Com quantos funcionários você começou e quantos atuam com você hoje?

Eu comecei com apenas uma pessoa me ajudando e hoje eu tenho seis funcionários.


JON: Você pensa em ampliar seu negócio?

Sim.


JON: Você considera seu negócio um Case de Sucesso Local?

Sim. Por que, quando eu olho para trás, eu vejo o quanto eu construí e conquistei. Eu me mantenho com o meu negócio, mantenho meus funcionários e consegui atingir metas que se eu ainda estivesse lá atrás, embarcado, não teria conquistado nem a metade.


JON: Quais suas expectativas para o ano de 2020?

São as melhores possíveis. Estou confiante de que 2020 será melhor do que esse ano.

 
 
 

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