Desafios do Empreendedor para 2020
- Sérgio Rocha
- 7 de jan. de 2020
- 4 min de leitura
Todo mundo tem vontade de abrir uma empresa, tanto os jovens da geração Y e Milênio como os mais velhos também. Afirmo isso com bastante convicção. Estamos falando do empreendedorismo por oportunidade, sendo este o sonho de 53% dos brasileiros com até 30
anos.

Em 2019, o Brasil abriu cerca de 1 milhão e 200 mil empreendimentos formais por Homens e
mulheres de todas as idades (fonte: SEBRAE). Sabemos o quanto é difícil tomar essa decisão, quando muita gente prefere mesmo é continuar no seu emprego de carteira assinada e ter uma “certa” estabilidade. As mudanças são sempre muito difíceis, pois nossa zona de Conforto é cômoda e às vezes deliciosa, mas chega a um ponto que tenho que afirmar que “ou você muda ou você dança”. Propor mudanças a profissionais que afirmam ter mais talento do que o seu “chefiota” (chefe idiota), e que, através deste talento pode ter remunerações muito maiores que o seu salário atual, pode ser uma proposta atrativa. Segundo um estudo feito este ano com mais de 3 mil colaboradores de vários estados brasileiros de várias empresas, tivemos o resultado de que 57% das mulheres e 59% dos homens estavam insatisfeitos com o seu trabalho, em que os principais motivos foram:
1) Falta de um plano de carreira;
2) Falta de oportunidade de crescimento; 3) falta de identificação com o que faz, em desa cordo com as suas competências e vontades e
4) Estar no lugar errado na hora errada. Assim sendo, essa mesma pesquisa apontou que 31%
dos homens e 12% das mulheres gostariam de virar empreendedores. Segundo a ENDEAVOR, uma organização global, temos como dados a afi rmação que, de 10 brasileiros, 6 querem abrir uma empresa nos próximos 5 anos e que 71% dos jovens querem trabalhar por conta própria, a exemplo de como já ocorre como tendência mundial.
Porém, também segundo uma pesquisa da Etalent, especializada na Gestão do Comportamento, feita com mais de 1 milhão de brasileiros, foi apontado que menos de 2% dos entrevistados tinham talento para empreender. “E agora, José?”, ou seja, só querem, mas não têm talento para isso. Aí, como consequência, não é à toa que uma dentre quatro empresas fecha antes de completar dois anos (fonte: SEBRAE). Por quê? São as empresas que envelhecem, deixam de inovar por que falta criatividade (talento) dos seus empreendedores. Assim sendo, algumas das perguntas são:
a) Será que o empreendedor que quer abrir um pequeno comércio, por exemplo, está pre parado para trabalhar mais que no seu emprego atual de carteira assinada?;
b) Você acha que vai poder tirar férias de 30 dias uma vez por ano?;
c) Você está preparado para ganhar menos do que ganha hoje, pelo menos no estágio inicial de funcionamento da empresa?;
d)Será que você teria fôlego financeiro para ficar sem tirar da empresa um mísero tostão durante 2 anos?;
e) Estaria preparado para fracassar uma, duas, três ou mais vezes, e depois aprender com seus erros?
A partir de todas as respostas colhidas e tabuladas, concluo, com muita certeza de acertar, se o empreendedor será um bem-sucedido ou não. Caso a minha conclusão seja que, naquele momento, ele ainda não esteja pronto, não é para desistir, pois as competências empreendedoras podem ser treinadas, aprendidas e acompanhadas por um consultor e/ou mentor.
Além da capacitação e informação, vou fazer uma afirmação para você: A essência do sucesso do seu negócio está no seu auto conhecimento e na vontade para que a sua empresa seja a melhor da sua região, isso é a essência de olhar com toda sinceridade para si mesmo e ser vencedor. Autoconhecimento é a grande chave do “mind set” do profissional do
século XXI. Acredite!
Falamos muito neste texto do empreendedorismo por oportunidade, mas existe também o empreendedorismo por necessidade, em que não existem as respostas conclusivas e rápidas de avaliação preliminar do negócio para o “GO” ou “NO GO”. Nesse caso, você que acabou de perder o seu emprego, só existe a condição do “GO” de empreender com agilidade, conhecimento e muita coragem, para levar o sustento para casa. Só tenho a dizer: CALMA!
Uma vez que órgãos como o SEBRAE, a ENDEAVOR e as consultorias do BEM estão sempre dispostos a ajudar, e achar junto com você a luz no final do túnel. Em ambos os casos, depois da aferição e comprovação do seu perfil empreendedor, a primeira ação e, condição fundamental para que a sua empresa decole e tenha faturamento, é que seja feito o PLANEJAMENTO, item essencial para a sustentabilidade de qualquer empresa iniciante ou já existente no mercado. A primeira providência no planejamento é encontrar seu futuros CLIENTES. Quem ele é e onde ele está. Isso é feito através de pesquisas antes de realizar qualquer ação para saber que produto irá vender ou saber que serviço vai prestar.
Abrir um negócio por impulso e sob muitos “acho” (achologia), sem estudo ou comprovação científica do tema empreendedorismo, certamente não levará ao sucesso. Imagine seu lindo empreendimento, com ótimos apelos de marketing e investimentos altos, para depois chegar à conclusão de que ninguém compra ou consome seu serviços, ou seja, não há clientes...
Isso é o que chamo do empreendedor pular na piscina para depois aprender a nadar. É preciso aprender a nadar, depois cair na piscina para não nos afogarmos. Em 2020, falaremos mais sobre os desafios do empreendedor. Estou certo de que você, meu caro leitor, já tem a noção do por que o empreendedorismo tem DOR. Mas se tudo for feito de forma paciente, com orientação, conhecimento e planejamento estratégico, estaremos prontos para RIR.
Caso você queira aprender mais sobre o assunto, acesse meu site Rocha Lima Consultoria ou envie suas dúvidas para contato comercial@rochalimaconsultoria.com.br.
SUCE$$OO!!!
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