O Design Funcional
- Thiago Barreto
- 20 de nov. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 25 de jun. de 2020
A relação entre o que se faz e o que se projeta.

Por onde se anda é possível observar diversos tipos de anúncios e as chamadas “artes” espalhadas de estabelecimentos simples até os mais luxuosos. A diferença fica na funcionalidade da peça produzida.
Quando se ouve falar “logomarca”, os profissionais da área sempre entortam a cara querendo expressar certo desprezo pela nomenclatura. Claro, ela realmente é errônea se observarmos a etimologia da palavra. Só que o que vêm junto a isso é que deveria ser mais analisado com fervor e dedicação. Os clientes, vulgos leigos, não precisam mesmo entender de tudo, afinal nós estamos aqui para sanar essa questão. Estamos?
Ao iniciar minha jornada na faculdade, a primeira coisa que percebi foi que o universo do Design é muito mais complexo do que parecia ser. Trazia consigo uma constelação de ideias e arquétipos que nos mostravam desdobramentos temáticos infinitos ao ponto de nos levar a disciplinas advindas de outros cursos. No início acreditava que tal posicionamento se dava apenas para o fim de completar a grade curricular, mas era um ledo engano. Essas matérias serviam para agregar não somente em conhecimento, mas em valor a tudo o que for feito na carreira profissional. Assim o aprendizado foi evoluindo durante os anos de estudo, para no fim, entender a principal missão de um Designer Gráfico.

Quando a criação de marcas, produtos e projetos começou a surgir, ficou claro que não bastava apenas criar composições bonitas e atraentes.
Mesmo que ao primeiro ponto elas parecessem fazer o negócio do cliente funcionar, no final, era apenas mais uma “marquinha” no mercado. Foi aí que o maior insight da profissão surgiu. Ficou claro que qualquer que fosse o trabalho realizado, ele deveria ser acima de tudo, funcional. Ou seja, trazer com ele uma ideia e conceito que valorizasse a empresa, que a levasse para outro patamar. Isso não deveria ser somente uma regra para grandes projetos, mas também para os menores. A importância não estava no tamanho, estava no propósito.
O Design funcional acabou virando um vício na minha vida profissional. Talvez seja pelo fato de ver tantos trabalhos feitos de qualquer maneira, cobrados a preços irrisórios e entregues sem a mínima intenção de agregar ao cliente. Apenas com a intenção de fazer um dinheiro fácil. Foi assim que percebi que o profissional que trabalha a funcionalidade em seu projeto, se destacará dos demais, colocando-o no mercado como uma referência.
Esses e outros assuntos da área serão abordados nessa coluna. Iremos nos aprofundar num estudo mercadológico, trazendo sempre inovação, aplicação e realização. Afinal, espero que esses conteúdos sejam funcionais para você, leitor.
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