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Os inimigos invisíveis ao olhos humanos

Cerca de 120 milhões de células especializadas na detecção de cores e de intensidade luminosa ocorrem na retina: respectivamente, os cones e os bastonetes. Bastonetes não são sensíveis à frequência da luz – são incapazes de nos mostrar as cores dos objetos, mas suas luminosidades, numa visão monocromática, pela mudança da conformação estrutural do pigmento rodopsina, nesse tipo de célula, possibilitam que enxerguemos em situações com pouca luminosidade.

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Imagem: Web

Há três tipos de cones no olho humano e cada um deles apresenta um tipo de pigmento excitável: as fotopsinas I, II e III. Estas são excitáveis quando expostas às frequências relativas às cores azul, verde e vermelho. O nervo óptico transmite essa “mistura de intensidades de cores”. O cérebro interpreta e nós percebemos que tais cores existem, e a esse pequeno intervalo de frequências de ondas eletromagnéticas – entre 750 nanômetros ou 750.10-9m (7,5.10-7m) e 400 nanômetros ou 400.10-9m (4,0.10-7m) – (do vermelho ao violeta), chamamos de espectro visível.

Qualquer onda eletromagnética, cujo comprimento de onda (λ) se encontre fora desse intervalo, é invisível ao olho humano. É o caso das ondas de rádio, ondas de infravermelho e radiação ultravioleta.


Aí está o nosso inimigo comum invisível: a radiação ultravioleta, que compreende de 3% a 5% de toda radiação solar penetrante na superfície terrestre, alcançando a Terra em forma de ondas eletromagnéticas muito curtas, sendo invisível aos nossos olhos e tendo comprimentos de onda entre 200 e 400 nanômetros (nm). Esses espectros são divididos em três comprimentos de onda: UVC (200 a 280nm), UVB (280 a 320 nm) e UVA (320 a 400nm).


Quando expostos a cada um desses três espectros no UV, essa radiação é absorvida pelas células da epiderme e derme, mais especificamente a melanina, causando danos, dos mais leves, como aqueles gerados por mudanças na estrutura da elastina e no colágeno da pele (enrugamento, frouxidão e aparência envelhecida), até mudanças mais severas (queimaduras, inflamações, mutações genéticas), causando reações nas moléculas do DNA e RNA, entre suas bases nitrogenadas. Em decorrência do acúmulo sucessivo de erros no material genético e de sua replicação desordenada nas células dos tecidos, o organismo, finalmente, adquire câncer de pele (Cap). São três os tipos de Cap: Carcinoma basocelular (CBC), Carcinoma espinocelular (CEC) e Melanoma (este último sendo o tipo menos frequente dentre todos os

 
 
 

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